Perdido na recepção

por Renato Meira

Depois de insistentes indicações de amigos e familiares, resolvi finalmente criar uma conta no site de streaming Netflix. Logo na página inicial, me deparei com a série Narcos (2015), trabalho mais recente do diretor brasileiro José Padilha. Narcos é uma série policial que acompanha a história real do agente anti-drogas americano Steve Murphy e da força tarefa na qual trabalhou na década de 1970 para combater o infame cartel de Medellin, liderado pelo traficante colombiano Pablo Escobar. Por mais interessante que seja a trama da série, o que realmente me chamou a atenção foi a semelhança em estilo entre Narcos e os restante da obra de José Padilha.

Mesmo que as narrativas policiais estejam presentes nos seus trabalhos mais proeminentes, a filmografia de Padilha não me permitiria dizer que ele é um cineasta limitado a esse cenário. Mas é óbvio que na sua obra o diretor busca continuamente incluir as mesmas questões políticas a respeito da desigualdade social, combate ao crime, e sobre o uso de violência pelas instituições do governo – a própria série Narcos dedica seus primeiros minutos a um panorama das ditaduras latino-americanas da década de 1970, mesmo que a ligação desse cenário político com o resto da trama seja meramente tangencial.

Sempre considerei os filmes da série Tropa de Elite (2007/2010) uma crítica à desigualdade social e, principalmente, aos efeitos do uso sistemático de violência pelo Estado – efeitos sobre aqueles que a aplicam, e sobre aqueles nos quais ela é aplicada. Porém, me surpreendi ao saber que na estréia de Tropa de Elite (2007), José Padilha recebeu vaias de  “fascista” – ato que se repetiu na apresentação do filme durante festival de Berlim (no qual o filme foi premiado com o Urso de Ouro em 2008).

Texto 2-05.jpg

O filme foi entendido por parte da crítica como uma glorificação da violência policial que ele expunha. A tal ponto que em Tropa de Elite 2 (2010) Padilha parece ter achado necessário deixar claro no subtítulo do filme que “o inimigo agora é outro”. Quase como se dissesse: já que vocês não entenderam antes, nesse filme os antagonistas vão ser políticos corruptos e milicianos, para facilitar.

É, entretanto, completamente compreensível que ao assistir Narcos um espectador, vendo técnicas de tortura sendo infligidas por agentes estado como ferramentas eficientes de combate ao crime,  saia com a sensação de que as mentes criativas envolvidas no projeto aprovam tais práticas. O próprio filho do traficante Pablo Escobar disse, em entrevista à Folha de S. Paulo, que a naturalidade com a qual as cenas de tortura são mostradas, representa a validação da violência institucional pelo Netflix.

Não é incomum que filmes sejam criticados por  aparentemente advogarem a favor do oposto daquilo que era pretendido por seus criadores. O filme Starship Troopers (1997), dirigido por Paul Verhoeven, foi acusado de ser fascista e pró-militarista – quando na verdade é uma sátira à propaganda militarista, fascista, e armamentista. O mesmo aconteceu com Sucker Punch (2011), do Zack Snyder, considerado por muitos uma fantasia nerd que apelava para a sexualização das personagens femininas, ao mesmo tempo que tentava fingir ser uma ferramenta de empoderamento feminino. Quando entrevistas com o diretor deixam claro que Sucker Punch  é uma crítica direta à todos os filmes, games, quadrinhos, e objetos da cultura pop em geral que, apoiados na suposta força e protagonismo dados às suas personagens, exploram a imagem feminina para satisfazer o público masculino.

Dissecar os motivos desse fenômeno, ou explorar as nuances da recepção do público, vai além do escopo deste texto. A intenção aqui é mostrar que, baseado nesse histórico, é de se esperar que alguns espectadores pensem que José Padilha é a favor das táticas violentas utilizadas pelo capitão Nascimento em Tropa de Elite, ou pelo agente Murphy, em Narcos. Críticas sociais tendem a ser realmente mais difíceis de se traduzir para gêneros cinematográficos que não o documentário. Por isso acredito que é no seu primeiro filme, o documentário Ônibus 174 (2002),  que Padilha melhor define o discurso que pretende defender com sua obra.

Ônibus 174 acompanha a desastrosa ação policial no caso do sequestro de um ônibus no Rio de Janeiro, em junho de 2000, que resultou na morte do sequestrador e de uma das reféns. O filme questiona sobre quem seria culpado por tanta violência. Apesar disso, no documentário, Padilha não cria antagonistas no sequestrador nem nos policiais. Ao invés disso, resolve encerrar o filme com a seguinte fala de um dos entrevistados: “À polícia cabe o trabalho sujo que a sociedade não quer ver, mas que em algum lugar obscuro do seu espírito deseja que se realize”.

“EU NÃO TOCO COM A MINHA VAGINA!”

Riot Grrrl: feminismo, rock podreira e publicações independentes (Foto: Brad Sigal)

Por Paula Holanda

É quase consensual que os anos 70 foram o auge do punk. Afinal, trata-se da década de surgimento e explosão de ícones como Ramones e The Clash, simultaneamente à façanha dos Sex Pistols de conquistarem solos americanos (e incomodarem líderes britânicos) com um único álbum de estúdio, a análise não poderia ser diferente. Proporcionalmente à popularidade de uma subcultura que englobava mantras de rebelião, power chords agressivos e tendências de moda ditadas por Vivienne Westwood e Malcolm McLaren, as ideologias anarquistas e antifascistas cresciam de maneira abrupta. As práticas de estilo “faça-você-mesmo” (como a customização de camisas e a confecção de fanzines, por exemplo), essenciais ao desenvolvimento do mercado independente, firmavam-se cada vez mais entre seus seguidores.

Ao decorrer dos anos, “ser punk” já não mais se resumia apenas a escutar e acompanhar dezenas de bandas do gênero, muito menos a usar coturnos, moicanos coloridos e jaquetas cobertas com patches. Tratava-se de um modo de pensar e agir; tal qual uma filosofia de vida. Não se tratava apenas de odiar instituições como a família, a escola ou a igreja, mas também o capital, a hierarquia e o nazifascismo.

Em suma, o punk agrupava música boa, roupas maneiras e ideais progressistas. A princípio, parecia um movimento perfeito; mas ainda faltava um fator essencial: as mulheres. Sim, é de conhecimento geral que, na década de 70, Nancy era tema de conversação durante seu relacionamento com Sid; também é sabido que Joey compôs inúmeras canções dedicadas à Linda. No entanto, o espaço fornecido para mulheres ativas como compositoras e empresárias (e não apenas como parceiras sexuais ou musas inspiradoras), era escasso. Não havia protagonismo, muito menos igualdade. E não adianta citar Patti Smith ou Joan Jett como exemplos: uma indústria que dava destaque a três ou quatro intérpretes mulheres para cada centena de bandas formadas por homens não se tratava de uma indústria igualitária.

Illustração por Matt Groening para o episódio “Love, Springfieldian Style” (2008)

Novos protagonismos

Até o fim da década de 80, as raras vagas oferecidas para mulheres em bandas integradas por homens resumiam-se à posição de vocalista ou, no máximo, de guitarrista base, geralmente em subgêneros mais leves. A crença de que mulheres não sabiam solar ou tocar baixo e bateria (na época, considerados “instrumentos masculinos”) ainda era bastante popular. Foi na década de 90, com a ascensão do grunge, que a mudança desse contexto tornou-se mais aparente. Tornou-se visível o aumento da notabilidade de bandas com garotas ocupando um outro papel que não o de frontgirl, como Smashing Pumpkins, que contava com a baixista D’arcy Wretzky, e Sonic Youth, com Kim Gordon na guitarra e no baixo. Foi nesse período que uma grande transformação se deu em relação à presença das mulheres no meio underground, através do movimento Riot Grrrl (ou Riot Girl).

Como organização inclusiva, o Riot Grrrl (do inglês, “riot” = revolta; “girls” = garotas; e “grrr” = onomatopéia indicativa de ira) não teve líderes, mas costuma ter seu pioneirismo creditado à Allison Wolfe (Bratmobile), que nomeou o movimento, e Kathleen Hanna (Bikini Kill), que era considerada a porta-voz do mesmo. Teve seu início em 1991, quando grupos de mulheres de Washington, D.C. e Olympia, inspirados pelos recorrentes protestos antirracistas, decidiram se rebelar em reivindicação aos direitos femininos. Kathleen, juntamente com a baterista Tobi Vail, lançou “Bikini Kill”, um fanzine sobre política, punk rock local e pautas feministas.

Para impulsionar a divulgação da revista, a dupla formou uma banda de mesmo nome e chamou Kathi Wilcox para integrá-la como baixista. Em seus shows, as garotas ordenavam que os homens se direcionassem às fileiras do fundo e que as mulheres se aproximassem do palco para receberem fanzines e folhas com letras de música. Kathleen costumava se apresentar com o corpo riscado com palavras que incitavam violência contra a mulher, como “slut” (“vagabunda”) e “rape” (“estupro”). Pouco a pouco, as bandas de peso formadas por mulheres, além das composições e publicações independentes abordando e explicitando tabus como estupro, incesto e distúrbios alimentares multiplicaram-se, imersas em uma cultura inspirada pelas garotas do Bikini Kill.

Texto e colagem por Kathleen Hanna, originalmente publicado como manifesto para o segundo volume do zine “Bikini Kill” (1991)

O segundo volume do fanzine de Kathleen e Tobi continha um manifesto que abominava padrões de gênero e sexualidade, valorizava a expressão artística feminina e clamava que mulheres visavam criar, publicar e facilitar a divulgação de trabalhos destinados a outras mulheres. Em sua maioria, os textos e canções permaneceram no meio underground, visto que a grande mídia, na época, repudiava mulheres rebeldes e independentes. Protestos relativos a lesbianismo, racismo e gordofobia também eram comuns na corrente. No Brasil, tivemos representantes como Dominatrix, Pulso e Bulimia. O movimento foi de suma importância para a participação feminina na história da música, inspirou inúmeras artistas posteriormente e destilou a cultura do “faça-você-mesmo” no âmbito feminino. Afinal, era tudo independente: as bandas, as publicações e, principalmente, as mulheres.

Fotografia de Bikini Kill em Washington, D.C., por Brad Sigal (1991)

Inscrições prorrogadas para a Fraudinha #2

Após a abertura das inscrições para a  segunda edição da Fraudinha, o Petcom/UFBA prorroga o prazo para envio de materiais para o fanzine. O intuito da Fraudinha é reunir ilustrações, poemas, contos, colagens, manifestos, tweets, fotos, desenhos e outros materiais produzidos pelo público. Todo o material publicado passa por uma seleção prévia e deve dialogar com o tema proposta para cada edição.

O tema da Fraudinha #2 é “Vícios e Virtudes”. As virtudes são características que nos elevam e nos fazem ascender, enquanto os vícios são seu oposto: características ruins e/ou imorais. A depender de quem pense o assunto, as noções de quais são essas características variam. O ser humano convive sempre com ambos. É a sua oportunidade de colocar em prática o seu lado artístico e compartilhar conosco.

Não deixe de participar e envie o seu trabalho até o dia 1º de agosto! As inscrições são abertas ao público externo e os trabalhos devem ser enviados para o e-mail: petcom@ufba.br. Capriche e veja o seu material publicado e distribuído gratuitamente. Aproveite para conferir aqui a primeira edição da Fraudinha com o tema “Eu Outro”.

Seleção de bolsistas 2014.2

No dia 25 de abril de 2014, às 14 horas, na sala do Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação (Petcom) da UFBA, a banca integrada pelo Prof.º Fábio Sadao Nakagawa (tutor do Petcom), pela Prof.ª Maria Carmem Jacob, pelo Prof.º Genildo Ferreira da Silva, pelas bolsistas do Petcom Nathália de Andrade Luna e Taylla Veiga de Paula, reuniu-se para proceder ao processo seletivo de bolsistas para o Programa de Educação Tutorial.

A seleção constou de: a) avaliação do memorial e b) entrevista individual, nas quais o candidato deveria obter média final mínima de 7,0 (sete) para ser selecionado. Chegou-se ao seguinte resultado, por ordem de classificação:

1. Laís Andrade Melo

2. Michelle Chicharo Vivas

3. Bianca Carvalho Chagas Bonfim

4. Milena Abreu de Oliveira

5. Jéssica Carvalho da Silva

A primeira colocada deverá assumir no dia 01 de maio de 2014. As demais alunas aprovadas poderão ser convocadas, por ordem de classificação, à medida que surgirem vagas, dentro do prazo que se estende até o dia 25 de outubro de 2014. Sem mais a tratar, lavrou-se a presente ata, que é assinada pelos integrantes da banca.

Confira abaixo as notas finais da seleção:

1. Bianca Carvalho Chagas Bonfim – 8,0
2. Jéssica Carvalho da Silva – 7,0
3. Laís Andrade Melo – 9,0
4. Lara Carolina Miranda Silva – 6,5
5. Michelle Chicharo Vivas – 8,5
6. Milena Abreu de Oliveira – 7,5
7. Saulo Pinho Miguez – 5,0
8. Thiago Fernandes Gontijo – 5,0

Agradecemos a participação de todos os inscritos.

Petcom promove Oficina de Cartum com o professor Alexandre Cabral

O Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBA (Petcom) realiza no próximo dia 14 de abril, às 14 horas, a Oficina de Cartum com o professor Alexandre Cabral (Aleco). Sendo uma habilidade valorizada na área da Comunicação e com o intuito de desenvolver uma atividade extracurricular ao público da UFBA, a oficina acontece na Sala 04 (1º andar da Facom) e tem duração de 4 horas.

Alexandre Cabral é graduado em Desenho e Plástica pela Universidade Federal da Bahia e mestrando em Desenho, Cultura e Interatividade pela Universidade Estadual de Feira de Santana. A Oficina de Cartum pretende oferecer os seguintes conteúdos: História do Desenho de Humor; História do Desenho de Humor nos periódicos; Definição de Caricatura Pessoal, Charge, Cartoon; História em Quadrinhos Cômica e Tiras Cômicas; As técnicas pictóricas usadas nos Desenhos de Humor e o Desenho de Humor e o Jornalismo nos dias atuais, além do conteúdo prático de criação de cartuns.

No primeiro momento, ocorre uma palestra do professor com os conteúdos teóricos e depois acontece a oficina propriamente dita, na qual o público irá precisar de papel ofício A3, lápis HB e B, prancheta e borracha macia para o aprendizado da técnica e produção de um cartum, charge ou caricatura. Indica-se que o inscrito tenha alguma experiência com arte gráfica ou desenho. As inscrições seguem até o dia 12 de abril, às 20h, e os interessados devem preencher o nosso formulário de inscrição. As vagas são limitadas.

Oficina de Cartum com Alexandre Cabral (Aleco)

Materiais necessários: Papel ofício A3 / Lápis HB e B / Prancheta / Borracha macia

Data: 14/04

Local: Faculdade de Comunicação da UFBA – Sala 04

Horário: 14h

Inscrições abertas para seleção de bolsista Petcom

O Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBA (Petcom) abre inscrições para seleção de um bolsista, contando com lista de espera. O primeiro colocado deve assumir suas funções no dia 1º de maio de 2014. Os demais alunos aprovados poderão ser convocados, por ordem de classificação, à medida que surgirem vagas, dentro do prazo que se estende até o dia 25 de outubro de 2014.

Para participar da seleção, os interessados devem preencher a ficha de inscrição e produzir um memorial defendendo o porquê do seu ingresso no Petcom, abordando suas experiências pessoais, competências técnicas e profissionais, conforme indicado no Edital de Seleção de Bolsista. A Ficha_de_Inscrição e todos os documentos indicados no edital deverão ser enviados para o e-mail petcom@ufba.br até o dia 20 abril de 2014, às 23:59h. Após a inscrição, os candidatos serão submetidos à entrevistas, que ocorrerão no dia 25 de abril de 2014, às 14h, na sala do Petcom (térreo da Faculdade de Comunicação).

No edital, consta uma bibliografia que os candidatos podem consultar para o próprio processo seletivo e a entrevista, como o manual de orientações básicas do MEC, que explica o que é o PET, ou artigos acadêmicos acerca do projeto e da filosofia do Programa. A lista com os aprovados será divulgada através da lista de e-mails Facom-l, dos e-mails pessoais dos candidatos e o Twitter e Facebook do Petcom no dia 25 de abril 2014. Não deixe de participar.

Oficina de Diagramação para Calouros 2014.1

Estão abertas as inscrições para a XIX Oficina de Diagramação para Calouros promovida pelo Petcom. Temos novidades nessa edição. Além do Adobe Photoshop, ferramenta essencial para edição de imagens, os calouros receberão conhecimentos básicos do software Adobe InDesign, utilizado para diagramações. A oficina ocorrerá nos dias 31/03 e 01/04 na sala 01 da Facom, às 14h. A atividade é oferecida exclusivamente para os alunos que estão cursando o primeiro semestre dos cursos de Jornalismo ou Produção em Comunicação e Cultura, mas dessa vez os veteranos também podem se inscrever para a lista de espera, caso o número de vagas para os calouros não atinja o limite. As inscrições podem ser feitas até o fim do dia 29/03. Para se inscrever, deve-se preencher o formulário de inscrição. Os participantes receberão um certificado ao final da oficina.

Oficina de Diagramação para Calouros

Softwares: Adobe Photoshop e Adobe InDesign

Datas: 31/03 e 01/04

Local: Faculdade de Comunicação da UFBA – Sala 01

Horário: 14h

Petcom abre seleção para novo bolsista

O Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBA (Petcom) abre inscrições para seleção de um bolsista, contando com lista de espera. O primeiro colocado deve assumir suas funções no dia 1º de fevereiro de 2014. Os demais alunos aprovados poderão ser convocados, por ordem de classificação, à medida que surgirem vagas, dentro do prazo que se estende até o dia 30 de junho de 2014.

Para participar da seleção, os interessados devem preencher a ficha de inscrição e produzir um memorial defendendo o porquê do seu ingresso no Petcom, abordando suas experiências pessoais, competências técnicas e profissionais, conforme indicado no Edital de Seleção de Bolsista 2014.1. A Ficha_de_Inscrição e todos os documentos indicados no edital deverão ser enviados para o e-mail petcom@ufba.br até o dia 10 de janeiro de 2014, às 12 horas. Após a inscrição, os candidatos serão submetidos à entrevistas, que ocorrerão no dia 17 de janeiro de 2014, às 14h, na sala do Petcom (1º andar da Faculdade de Comunicação).

No edital, consta uma bibliografia que os candidatos podem consultar para o próprio processo seletivo e a entrevista, como o manual de orientações básicas do MEC, que explica o que é o PET, ou artigos acadêmicos acerca do projeto e da filosofia do Programa. A lista com os aprovados será divulgada através da lista de e-mails Facom-l, dos e-mails pessoais dos candidatos e o Twitter e Facebook do Petcom no dia 17 de janeiro de 2014. Não deixe de participar.

Infopet – Primeiro Semestre de 2013

Oficina de diagramação para os calouros:

Nos dias 27 e 28 de maio, às 14 horas, ocorreu a XVII Oficina de Editoração Eletrônica para Calouros, na Faculdade de Comunicação da UFBA. Os bolsistas Tiago Sousa, Taylla de Paula, Tamiles Alves e Hury Ahmadi ministraram a oficina, oferecendo os conhecimentos básicos sobre os softwares de edição Adobe Photoshop e Adobe Illustrator. A atividade foi destinada apenas aos calouros do semestre 2013.1 dos cursos de Jornalismo e Produção Cultural. Ao final da oficina, os inscritos tiveram que produzir um cartaz para colocar em prática o que aprenderam na atividade. Os participantes receberão o certificado de participação.

Leituras Orientadas:

Ao longo do semestre, os bolsistas organizaram um tempo individual prévio para ler os textos selecionados e depois discuti-los em grupo. A discussão foi puxada pela apresentação de dois bolsistas e os livros trabalhados são relacionados ao curso de Comunicação. A pesquisa “A Cidade como Mídia”, que está sendo desenvolvida pelo grupo, por exemplo, busca entender o funcionamento da cidade como um meio de comunicação, usando como objeto de investigação o circuito de Carnaval Barra/Ondina. Essas leituras exigem a compreensão de outras obras que não estão na lista das disciplinas obrigatórias e ajudam os bolsistas no âmbito da pesquisa científica.

Site da Revista Fraude:

No último semestre, o site da Revista Fraude passou por alguns problemas técnicos, e por isso o conteúdo diverso e caprichado de sempre não esteve disponível para os leitores. A página oficial de quem conta os dias para o lançamento de cada edição está sendo reelaborada para o próximo lançamento. Aguardem, que virá novidade por aí!

Oficinas internas:

Petianos participaram de oficinas internas de design gráfico. Nos dias 04 e 11 de março, o Petcom realizou duas oficinas de design gráfico voltadas para os bolsistas. Durante duas tardes, os petianos tiveram contato com conhecimentos sobre os programas Adobe Illustrator e Adobe Indesign. As oficinas foram ministradas pelos bolsistas Hury Ahmadi, Taylla de Paula, Tiago Sousa e por Maryrluce Cerqueira, estudante de Produção Cultural da Facom-UFBA.

Oficina de Projeto Gráfico:

Em comemoração aos 10 anos da Revista Fraude, o projeto gráfico da revista foi reelaborado, trazendo novas formas para as páginas da publicação. Para que o projeto saísse do papel, os petianos participam da oficina interna de Projeto Gráfico, ministrada pela Professora do departamento de Desenho Industrial da Universidade de Brasília e Doutora em Comunicação e Semiótica, Fátima Aparecida dos Santos, onde tiverem contato com conhecimentos sobre design gráfico, tipografia, formatos de papel e outros elementos visuais que atendessem a nova necessidade do novo projeto da Revista Fraude.

Terapia Acadêmica:

Durante o semestre, foram realizadas, sempre que solicitado por um petiano ou pelo tutor, as sessões de Terapia Acadêmica com os bolsistas do Petcom, com o intuito de orientar e estimular as pesquisas individuais. As discussões foram iniciadas a partir das dúvidas e indagações dos petianos em relação às possíveis pesquisas para suas monografias ou produtos apresentados ao final do curso.

Pesquisa coletiva:

A cidade como meio comunicativo, proposta pelo professor-tutor Fábio Sadao, visa elucidar o funcionamento da cidade como um meio de comunicação, tendo por objeto de investigação o circuito carnavalesco localizado na orla da cidade de Salvador, conhecido como Circuito Dodô ou Barra/Ondina. Os bolsistas, juntamente com o tutor, realizaram saídas para fotografar durante o período de montagem da infraestrutura dos camarotes e durante os dias de Carnaval. Atualmente, o grupo está em fase de análise e discussão dos materiais coletados para aprofundamento da pesquisa.

Participação em congressos:

Nos dias 12, 13 e 14 de junho, os bolsistas do Petcom participaram da edição anual do Intercom Nordeste que ocorreu na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Durante a Expocom, uma das atividades que integram a programação do Intercom, os trabalhos apresentados pelos bolsistas PETCOM concorreram em cinco modalidades: revista impressa, projeto de assessoria de imprensa, produção de evento, reportagem impressa e ensaio fotográfico. Dos cinco, o evento de lançamento da revista Fraude e o ensaio fotográfico “Sirva-se”, realizado em parceria com o Programa de Educação Tutorial de Nutrição da Ufba (Petnut), foram premiados com o primeiro lugar, sendo automaticamente encaminhados para representar a região Nordeste no Intercom Nacional. Além das apresentações, os bolsistas participaram de mini-cursos, mesas de debates e da cerimônia de premiação.

Semana do Calouro:

No dia 15 de maio, o Petcom, representado por Lara Perl e Carolina Leal, participou da semana do calouro, apresentando o programa e as atividades voltadas para os novos faconianos, além das atividades e projetos para o ano corrente. O grupo também realizou a divulgação da revista Fraude e apresentou as etapas da sua produção.

Recepção dos calouros da UFBA:

No dia 24 de maio, aconteceu na Praça das Artes (campus de Ondina da UFBA), a Feira de Conhecimento (que antes tinha o nome de “Recepção Calourosa”), evento organizado pela universidade para receber os novos alunos e promover a interação entre calouros, veteranos e as faculdades, escolas e institutos. O Petcom participou do evento, sendo representado pelos bolsistas no stand da Faculdade de Comunicação, onde foram apresentadas as propostas do programa e algumas das atividades realizadas pelos bolsistas, como a Revista Fraude, que, por sua vez, foi distribuída. Os bolsistas também ficaram responsáveis pela venda de camisas e bottons do Petcom.

Sessões Científicas:

No dia 07 de junho, o Petcom promoveu o Sessões Científicas, onde bolsistas e demais alunos da graduação puderam apresentar os seus trabalhos submetidos ao Prêmio Expocom e ao Intercom Júnior, eventos que integram a programação do Intercom – NE. Uma banca formada pelo professor Rodrigo Rossoni, professora Suzana Barbosa, além do tutor Fábio Sadao, orientou os alunos para apresentação no evento. A lista de trabalhos apresentados segue abaixo.

Prêmio Expocom:

Cultura e Ciência – Agência de Notícias em C&T

Categoria: Agência Jr. de Jornalismo

Aluno-líder: Edvan Lessa

Ribeira de Itapagipe

Categoria: Reportagem em Televisão

Aluna-líder: Fernanda Aragão

Do ateliê ao mercado – o destino da arte invisível produzida nas periferias de Salvador

Categoria: Reportagem em jornalismo impresso

Aluna-líder: Lara Perl

Revista Cultural Fraude #10

Categoria: Revista laboratório impressa

Aluna-líder: Renata Farias

Evento de Lançamento da Revista Cultural Fraude #10

Categoria: Organização de evento

Aluna-líder: Carolina Leal

Sirva-se

Categoria: Ensaio fotográfico artístico

Aluno-líder: Daniel Silveira

Plano de Assessoria para o Lançamento da Revista Cultural Fraude #10

Categoria: Projeto de assessoria de imprensa

Aluna-líder: Yne Manuella

Intercom Júnior:

A Produção do Jornalismo Cultural em Salvador: Análise da Cobertura de Música do Caderno

2+ do Jornal A Tarde

Aluno-líder: Marcelo Argôlo

Petcom promove show com Soraia Drummond no 3° Enprocult

No dia 02 de outubro, o PETCOM realiza a festa da primeira noite do 3° Encontro de Produção Cultural (Enprocult). O evento, que será sediado na FACOM/UFBA, recebe inscritos de todo o país para discutir a formação, os campos de atuação e as perspectivas da produção e gestão cultural. O show de quarta-feira será comandado pela premiada cantora Soraia Drummond, acompanhada pelo DJ Raíz, e começa a partir das 18h30min. A apresentação é gratuita e voltada tanto aos participantes do evento quanto ao demais público interessado.

Foto: Mateus Pereira/Divulgação

O público que comparecer ao show no dia 02 poderá comprar salgados e bebidas, além de saborear as delícias de uma típica baiana de acarajé. Os preços estarão fixados nas respectivas mesas. Pelas redes sociais, Soraia Drummond revelou a ansiedade em cantar na FACOM: “Você não imagina o quanto isso vai ser especial para mim! Tenho muitas lembranças maravilhosas de festas na FACOM quando eu nem sonhava em ser cantora! Espero todo mundo lá, SSA!”.

Nascida em Salvador, Soraia foi revelada em um show do cantor jamaicano Gregory Isaacs pelo legendário empresário e coordenador de turnês Copeland Forbes, que ficou impressionado com sua história e seu talento. Desde então, apresentou-se em diversos festivais como o Kalau Festival em St. Lucia, em turnê com Gregory Isaacs pelos Estados Unidos e Europa e no tradicional festival de Reggae do verão jamaicano (Reggae Sumfest) e gravou com grandes produtores. A artista é cantora, compositora e multi-instrumentista e seu show é marcado por muita energia e grande variação de timbres vocais, mesclando música brasileira e jamaicana com muita personalidade. Maiores informações no site da cantora.

Enquanto Soraia Drummond e DJ Raiz não vêm, fiquem com uma amostra do show e preparem o molejo – Soraia Drummond no Conexão Vivo.

Ex-bolsista Petcom vence Prêmio Estácio de Jornalismo 2013 pelo Correio

Renato Oselame, ex-bolsista Petcom, venceu na última quarta-feira (25) o Prêmio Estácio de Jornalismo 2013 na categoria Internet Regional com as reportagens da série “Baianos com deficiência intelectual lutam por diploma de curso superior”, publicadas em junho deste ano pelo site do jornal CORREIO. Assinadas por Renato e Luana Marinho, as matérias revelam a situação dos jovens com deficiência intelectual e a difícil escalada no acesso ao ensino universitário.

Luana Marinho e Renato Oselame. Foto: Arisson Marinho/Correio

Recém-formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da UFBA (FACOM), Renato ingressou no Petcom no primeiro semestre de 2009 e saiu em maio de 2011. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dele foi uma análise de modo de endereçamento e de gênero televisivo do Sem Fronteiras, programa da Globo News, e recebeu nota 10. Diretamente da Europa, ele falou conosco sobre a importância de ter passado pelo PET durante sua graduação.

“A experiência no PET foi bastante importante para a minha formação profissional, porque lá tive a oportunidade de desenvolver um produto jornalístico do conceito às etapas finais. Isso me ensinou muito sobre o Jornalismo em si e em todas as possibilidades que podemos explorar além do que já está aí, dado. Foi uma base fundamental para já chegar mais consciente do meu papel como jornalista e pensar para fora da caixa”, disse Renato. Ele participou de duas edições da Revista Fraude (um dos produtos do PETCOM): sétima e oitava.

Renato Oselame (à direita) com a Fraude #8.

O Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBA (PETCOM) parabeniza Renato Oselame pelas conquistas e deseja muito sucesso pela frente.

*Com informações do Correio* 24h.

Petcom divulga resultado do processo seletivo de bolsistas

No dia 4 de julho de 2013, às 14 horas, na sala do Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação (Petcom) da UFBA, a banca integrada pela Prof.º Dr.º Fabio Sadao Nakagawa (tutor do Petcom), pelo Prof. Dr. José Carlos Mamede, pela Profª. Drª. Lígia Amparo da Silva Santos, pelos bolsistas do Petcom, Carolina Leal e Lara Perl, reuniu-se para proceder ao processo seletivo de bolsistas para o Programa de Educação Tutorial.

A seleção constou de: a) avaliação do memorial e b) entrevista individual c) desempenho acadêmico para os alunos matriculados a partir do segundo semestre, nas quais o candidato deveria obter média final mínima de 7,0 (sete) para ser selecionado. Chegou-se ao seguinte resultado, por ordem de classificação:

1. Lucas Amado Gama Silva

2. Amenar Costa S. Neto

3. Diego Yu Santiago

4. Estela S. Marques dos Reis

5. Ygor Souza Bahia

6. Vanessa M. de Carvalho

O primeiro colocado deverá assumir no dia 1 de agosto de 2013. Os demais alunos aprovados poderão ser convocados, por ordem de classificação, à medida que surgirem vagas, dentro do prazo que se estende até o dia 31 de dezembro de 2013. Sem mais a tratar, lavrou-se a presente ata, que é assinada pelos integrantes da banca.

Confira abaixo as notas finais da seleção:

1. Lucas Amado Gama Silva – 8,5
2. Amenar Costa S. Neto – 8,0
3. Diego Yu Santiago – 7,8
4. Estela S. Marques dos Reis – 7,5
5. Ygor Souza Bahia – 7,4
6. Vanessa M. de Carvalho – 7,0
7. Guiovan Clementino de Oliveira – 6,5
8. Fernando Bahia Portela – 6,0
9. Bruna Castelo B. Araújo – 5,5
10. Luís Eduardo D. B. de Queiróz – 5,0

Agradecemos a participação de todos os inscritos.